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Monitoria Espontânea em Ribeirão Preto

Intervenção

Pparalelo de Arte Contemporânea intervém em Ribeirão Preto com nova edição do projeto artístico Monitoria Espontânea.
Do dia 13 ao dia 16 de setembro de 2011, o Grupo Pparalelo de Arte Contemporanea de Campinas realizou em Ribeirão Preto mais uma nova edição do Projeto Monitoria Espontânea. A proposta, iniciada no ano de 2010 na cidade de São José dos Campos, efetiva-se agora em outra cidade potencial para a discussão e fomento da práxis contemporânea.

A intervenção artística Monitoria Espontânea conjuga da atual demanda de público por maior acesso às formulações conceituais da Arte Contemporânea, em bom termo, igualmente defendidas pelo trabalho das  Oficinas Culturais do Interior do Estado de São Paulo. Combinando aspectos estéticos e éticos, o projeto tem como seu principal objetivo ampliar o conhecimento da Arte Contemporânea por meio de ações artísticas que possam conjugar o espaço urbano, aberto, desavisado, espontâneo e o espaço institucional que guarda os trabalhos de arte em nossa sociedade.

Em 2010, a primeira edição do projeto materializou-se na Praça Afonso Pena, região central de São José dos Campos atraindo uma grande quantidade de pessoas para o projeto. De estudantes a vendedores ambulantes, de profissionais liberais a funcionários públicos que utilizam a praça, o projeto propôs novos traçados ao público usuário local por meio do convite dos artistas da intervenção para que se aproximassem dos cubos brancos que traziam em seu interior, a reconstrução de dois projetos contemporâneos caros à História da Arte: Uma e três cadeiras de Joseph Kosuth, (1969) e Parangolés de Hélio Oiticica, (1969).

Posicionados ao redor dos cubos os artistas dos dois grupos trocaram idéias sobre arte com a população e distribuíram, nesse contato, um panfleto que traz detalhes dos trabalhos. A aceitação do projeto pela população e imprensa especializada tanto quanto local, garantiu ótima qualidade de visibilidade para o projeto.

Em sua nova edição na Praça XV de Novembro, região central da cidade de Ribeirão Preto foi construído apenas um cubo branco nas dimensões de 75 X 1,60 X 2m. Aberto numa das faces, o cubo apresentou ao longo do período duas instalações: A Cadeira de Banha (1963) de Joseph Beuys e Roda dos Prazeres de Ligia Pape (1967).

Durante quatro dias os dois grupos, Pparalelo e Latitude 22 alternaram-se na apresentação dessas instalações e distribuíram panfletos indicativos do projeto. Os dois primeiros dias foram utilzados para o projeto do Pparalelo (Beuys) e os dois últimos para o Grupo Latitude (Pape).  De caráter efêmero, a intervenção trabalha com a conjunção de pessoas e instituições locais buscando valorizar o contato com o público e instituições locais. Na quarta-feira, dia 14, os integrantes dos dois grupos se encontraram para uma Conversa Aberta sobre Arte, Público e Cenários Locais para o Trabalho Contemporâneo, no Auditório da Oficina Cultural Candido Portinari, situado à rua (Rua Visconde de Inhaúma, 490 – 1º andar – Centro – Edifício Padre Euclides – Ribeirão Preto / SP)

Após o término da intervenção, o cubo foi desmontado e doado para Núcleo de Solidariedade Dom Helder Câmara, projeto social para moradores de Rua da Cidade de Ribeirão Preto, de modo que possam reutilizar o material em suas oficinas ou demais propostas adequadas.



Ficha Técnica do Projeto

Criação: Pparalelo de Arte Contemporanea

Convidado Especial dessa edição do projeto: Grupo Latitude 22 – Eny Aliperti, Ana Nehemy, Celia Aloi, Leda Braga, Vera Barbieri, Adriana Amaral, Rejanne Tannouse, Gustavo Marcelo Daré, Marcelo Maimoni, Heloisa Junqueira, Yolanda Cipriano, Weimar Marchesi e Sergio Nunes.

Apoio: Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto

Execusão: Organização Social de Cutura: POIESIS, Oficina Cultural Candido Portinari/Ribeirão Preto

Coordenação: Fatu Antunes

Realização: Governo do Estado de São Paulo – Secretaria de Cultura